Curtas

5 07 2007

- O novo código do trabalho promete ser uma bomba. Assim, vamos ter menos férias, ter menos subsídio de férias, ter menos direitos, ter menos ordenado, trabalhar mais, despedimentos por incompetência… Espero que esta medida entre rapidamente em vigor, para podermos despedir alguns ministros, secretários de estado e administradores públicos sem ter de pagar a choruda indemnização. Já agora, no meio disto tudo, estará previsto também uma diminuição da carga fiscal?

- Votei NÃO no referendo acerca da IVG, vulgo aborto. Não temos SNS para ter filhos, por saturação do sistema. Mesmo assim, fecham-se maternidades. Agora, rídiculo da coisa: algumas dessas maternidades que não servem para a sua função, ou seja, o nascimento de crianças, servem para praticar o aborto. Pior ainda, o sr. ministro diz que existem muitos benefícios no SNS, devendo alguns deles ser abolidos. E qual um dos exemplos que ele deu? As parturientes. Ou seja, para ter um filho, é um privilégio e deve-se pagar por isso. Para abortar, é à borla.

- Lula da Silva, após a cimeira UE/Brasil, pediu para os portugueses tratarem bem os brasileiros em Portugal, porque os portugueses no Brasil foram bem tratados. Esteja descansado, Sr. Presidente, que nós por cá queremos tratar bem das brasileiras.

- Os incêndios estão de volta. Ontem, ardereu 10 ha no Parque Natural da Arrábida. Mas as declarações mais interessantes vieram do ministro da Administração Interna, ao afirmar que a fase Bravo, entre 15 de Maio e 30 de Junho, tinha corrido bem. Com as condições metereológicas que têm estado, também era melhor.

- Acho Camilo Sequeira uma verdadeira besta. O responsável pelo gabinete das juntas médicas da Caixa de Aposentações reconhece que concordou com a junta médica que mandou um professor com cancro voltar ao trabalho. “Não tenho dúvidas, todos os processos passam pela minha mão, o que quer dizer que pelo menos eu entendi que a decisão estava correcta”, afirmou o responsável, esclarecendo que o caso de Artur Silva “passou pela minha mão e, por conseguinte, eu corroborei a decisão” da junta. Resultado: o professor morreu antes sequer de voltar a dar aulas. Pergunta parva: Demissão por incompetência, não?


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